RELATÓRIOS DO GESTAR II - SINOP/MT


GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO - SEDUC
SUPERINTENDÊNCIA DE FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA
EDUCAÇÃO BÁSICA - SUFPE
CENTRO DE FORMAÇÃO E ATUALIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA
CEFAPRO PÓLO SINOP

RELATÓRIOS DO GESTAR II

AULA INAUGURAL

Tivemos no município de Sinop a aula inaugural do Gestar II no dia 18 de março de 2009, no Cefapro/Sinop. No primeiro momento a diretora da Entidade convidou os presentes para conhecer a nova equipe de trabalho, professores recém aprovados no teste seletivo dos Cefapros/MT, e junto com os demais, nós os Professores Formadores do Gestar II tanto da rede Estadual quanto da Municipal.
Neste evento, para compor a mesa estavam presentes a Assessora Pedagógica de Sinop, Silvia Inês Khun, a diretora do Cefapro Kátia de Oliveira Carvalho, a coordenadora pedagógica Ângela Maria Dezan Barbuio, o Secretário Municipal de Educação Antônio Tadeu Gomes de Azevedo e a coordenadora Lucinéia Jonat Lourenço.
Nesta oportunidade contamos com a participação maciça dos cursistas do município sede, de alguns dos municípios vizinhos que estão sendo atendidos por nós, alguns da rede municipal e muitos coordenadores das Unidades Escolares da sede.
Houve algumas apresentações artísticas, a fala da professora Ângela Maria Dezan Barbuio sobre a importância do Programa Gestar e, finalmente o Gestar II fora apresentado ao público presente pela coordenadora municipal Lucinéia J. Lourenço que falou sobre os objetivos do mesmo que é contribuir para o aperfeiçoamento da autonomia do professor na sua prática pedagógica bem como colaborar para a melhoria da qualidade do processo ensino – aprendizagem nas áreas de Língua Portuguesa e Matemática.
Após esta apresentação assistimos ao vídeo O Saber e o Sabor e partimos então para um saboroso coquetel oferecido pelo Secretário Municipal Antonio Tadeu.


1ª Oficina Introdutória


Iniciei meu trabalho no município de Sinop no dia 25 de março de 2009, com 19 cursistas no período vespertino, logo em seguida trabalhei esta mesma oficina no dia 14 de abril em Itanhangá com 05 cursistas no período matutino, no dia 15 de abril no período vespertino em Tapurah com 10 cursistas e no dia 28 de abril no período matutino no Município de Ipiranga do Norte com 07 cursistas, esta oficina, ocorreu tranquilamente com a participação de 100% dos cursistas inscritos.
A oficina teve início com as boas vindas aos cursistas com uma dinâmica de apresentação da professora formadora e dos demais participantes. Logo em seguida fora feita a exploração de uma imagem para se chegar ao título da leitura compartilhada “gaiolas e asas” de Rubem Alves.
Passei então para alguns informes gerais sobre dias e horários das oficinas (cronograma); Materiais que cada cursista deveria adquirir; Criação de emails para contatos posteriores; Preenchimento de fichas de inscrição para aqueles que até o momento não haviam preenchido e leitura de um documento – orientação, enviado pela Seduc sobre a sala de Professor.
O passo seguinte foi a apresentação do programa aos cursistas através de slides, que continham as seguintes informações: O que é o Programa Gestar II, seus objetivos, público alvo, como será a certificação, distribuição da carga horária e apresentação do material.
Logo em seguida os cursistas passaram para a análise do material, onde foram informados de quantos livros compõe o Kit de material, o que significa TPs, AAA versão professor, AAA versão aluno, Guia geral, guia do formador, como estão distribuídas as unidades em cada TP e como cada unidade é subdividida em seções.
Sanada as dúvidas do grupo referente ao uso do material passamos para a leitura e socialização da unidade 1 do guia geral.
Houve uma boa participação por parte das cursistas que relataram as suas dificuldades após a leitura e angústias que sentiam em relação ao programa até então. Os cursistas mostram - se receptivos e entusiasmados com o programa após devidos esclarecimentos, mas, bastante preocupados ainda com a carga horária de 300h, pois, acreditam que não teremos tempo hábil para executa – la.
Em alguns municípios foi possível encontrar Profissionais que não são formados na área, mas estão ministrando aulas de Língua Portuguesa, mas todos com nível superior.
Em tempo ainda foi discutido um contrato pedagógico com os cursistas aonde enfocamos a questão da pontualidade, assiduidade, participação, compromisso de realizar as leituras e atividades, responsabilidade com os prazos determinados de entrega dos registros e das atividades.
2ª OFICINA INTRODUTÓRIA



A segunda oficina introdutória começou com as boas vindas aos cursistas e logo em seguida fiz uma leitura compartilhada do texto “È Preciso Aprender a Brincar” de Rubem Alves com algumas reflexões do grupo em relação a até então prática de suas atividades em sala de aula.
Passamos então para a leitura e sistematização do Guia Geral aonde no primeiro momento os cursistas respondiam as questões individualmente e num segundo partimos então para o confronto de idéias socializando no grupão o que previamente responderam. Em pequenos grupos, para socialização posterior da unidade 2 seções 1 e 3; unidade 3 seções 1 e 2; unidades 4 e 5 na sua totalidade fora feito novos estudos partindo do conhecimento prévio da discussão anterior.
Houve participação de todos os cursistas; foram sanadas muitas dúvidas em relação à ementa da Língua Portuguesa e principalmente de como utilizar o material para realização das atividades das mesmas em sala de aula mas, com o passar do tempo pude perceber que muitos ainda mantinham as dúvidas em relação à utilização do material.
Logo depois, passamos à introdução de uma nova proposta de estudos que permearia a próxima oficina que foi sobre “portifólio”. Fiz a leitura das informações obtidas no blog da Prof. Tamar para os professores cursistas apenas a título de conhecimento do que deverão fazer nas próximas oficinas.
“O portifólio é um arquivo no qual se pode visualizar o caminhar do profissional, ou do aluno. Nele constam atividades mais antigas, reflexões, textos que tocam o coração do autor do portifólio, fotos, textos teóricos, registros e imagens diversas.
Alguns critérios devem ser levantados para a produção e a avaliação do portifólio, como por exemplo:
• Memorial - relato de sua experiência como educador;
• Memorial de leitura - reflexão sobre o seu processo de letramento e suas experiências como leitores, desde a infância;
• Relatórios Reflexivos das atividades realizadas com os alunos;
• Registro dos encontros, presenciais;
• Textos teóricos que tenha lido, gostado e queira que façam parte de sua pasta;
• Fotos de sua sala de aula;
• Cópias de atividades dos alunos - não escolha apenas os alunos de destaque positivo, mostre também aqueles que tem dificuldade e que, com o seu trabalho, tem conseguido se desenvolver de alguma forma;
• Sugestões de atividades que foram feitas por você e que não estão no material.
• E outros descritores que o formador achar necessário”.
Sugestões:
1 – Criação do BLOG, e todos esses registros deverão ter data para a publicação e verificação do formador.
2 - Na impossibilidade da criação do blog, o professor cursista poderá entregar uma pasta ao professor Formador, para que a cada oficina seja entregue relatórios, textos e fotos que serão arquivados nas pastas. Dessa forma, evita-se que o professor protele a criação do portifólio e ao final do ano desista do curso, por não ter tempo para construir material tão extenso.
3ª OFICINA – LIVRE


Nesta oficina trabalhamos com Projetos de Aprendizagem porque até o momento nossos cursistas ainda não haviam recebido o material impresso e, até então estávamos utilizando os que vieram para as unidades Escolares. Por entendermos que a maioria dos nossos cursistas nunca trabalharam ou visualizaram um projeto e que a maioria das Unidades Escolares do nosso contexto só trabalham com Ensino por Projetos e não com Aprendizagem por Projetos e que os mesmos necessitarão posteriormente trabalhar com ele é que realizamos este trabalho.
Comecei então com uma leitura compartilhada do Texto Tecendo a manhã de João Cabral de Melo neto.

Tecendo a manhã

Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito que um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo.
que, tecido, se eleva por si: luz, balão.

João Cabral de Melo Neto

Depois da leitura compartilhada parti então para a explanação do conteúdo que fora feito em slides e apresentado no datashow.
Expliquei que Projeto de Aprendizagem têm sua gênese a partir dos interesses, curiosidades, desejos e dúvidas dos educandos. E, por ser uma atividade intencional, constitui – se dos seguintes elementos: Diagnóstico da Realidade, Escolha do Tema, Título do Projeto, Justificativa, Problemática, Fundamentação teórica, Objetivos, Metodologia, cronograma, equipe de trabalho, avaliação e Referências Bibliográficas.
Antes de trabalharmos de fato com os passos para a elaboração de um Projeto, solicitei que os Professores – Cursistas fizessem algumas leituras prévias de textos indicados por mim sobre o assunto como o da Ângela KLEINAN e Silvia E. Morais, Leitura e Interdisciplinaridade: tecendo redes nos projetos da escola. Cap.06 e o da Lea Fagundes Aprendizes do Futuro: as inovações começaram.
A priori os professores demonstraram entender tudo o que havia explanado, somente com alguns questionamentos não muito relevantes, mas depois de algumas semanas quando voltamos para a próxima oficina então começaram a surgir de fato as dúvidas já esperadas que serão sanadas aos poucos com o desenvolvimento do projeto em si.


4ª Oficina

Tp 3 Unidades 09 e 10

Das oficinas trabalhadas até o momento esta estava sendo a mais esperada, pois os cursistas estavam anciosos pela troca de experiências que a mesma proporcionaria.
Comecei a oficina com uma leitura compartilhada sobre “O Pardal e a Águia” de um autor desconhecido. Fizemos alguns comentários pertinentes ao texto lido, observamos a qual gênero o mesmo pertencia e, a partir daí levando em consideração e observando os objetivos propostos na Tp3 e nas unidades de estudo abri para a discussão e troca de experiências.
Observei que todos haviam realizado as atividades propostas por causa dos burburinhos que se podia ouvir entre os cursistas; porém, com a troca de experiências pude identificar que professores com tempo de experiência na área e outros novos, ainda não conseguiam identificar o que é um gênero textual confundindo – o com sequência tipológica pelo fato de trabalharem mais com sequência tipológica do que com gêneros. Observei também nos relatos das experiências vivenciadas com as atividades dos Avançando na Prática, que alguns cursistas deixaram – se mostrar de fato apresentando suas fragilidades, dificuldades e avanços diante das metodologias dos conteúdos trabalhados em suas turmas, mas no decorrer da exposição de alguns pontos levantados e trabalhados por mim, muitas dúvidas foram minimizadas e outras ainda persistem e somente com o tempo é que poderemos dizer que as mesma foram sanadas.
As atividades desenvolvidas pelos cursistas em suas salas de aula foram maravilhosas, pois até mesmo alunos que há muito não faziam nada desenvolveram e muito bem as atividades proposta.
Com estas atividades diferenciadas dos livros didáticos do dia a dia não só os alunos como também professores resgataram o que há muito não víamos acontecer, profissionais mostrando - se motivados, levando alunos a campo como fez os professores da cidade de Tapurah/MT cujos alunos foram fazer trilha e nela observar os formigueiros, o trabalho das formigas para só então trabalhar a proposta do Avançando na Prática da fábula da Cigarra e a Formiga e outras atividades interessantes.
Já na unidade 10, antes de qualquer coisa apresentei aos cursistas um cordel cujo título era: “A Mulher que Vendeu o Marido por R$ 1,99” de Janduhi Dantas, em slides no datashow e solicitei que cada um lesse uma estrofe e assim fosse intercalando até o final do cordel. Foi interessante porque através da leitura pude perceber que muitos dos meus cursistas não possuíam ritmo poético, e nenhum conhecimento em relação a este gênero textual talvez por não fazer parte do contexto desta região em que vivemos ou por não trabalhá – lo em suas aulas e acabavam sorrindo muito; alguns disseram que agora compreendiam como seus alunos se sentiam quando eram convidados a ler em voz alta e não conseguiam fazer uma boa leitura.
Junto com o grupo elencamos alguns pontos esseciais sobre gênero literário e não-literário, bem como sobre o gênero poético e mais especificamente sobre a subclassificação do gênero poético: O cordel.
Em pequenos grupos, fizemos a leitura de outro texto que falava da origem e a história do cordel, apresentei outro cordel ao grupo e, partindo da necessidade de avançar um pouco mais sobre o gênero, solicitei que os cursistas em pequenos grupos elaborassem um cordel e, dificultei um pouco mais solicitando a eles que parodiassem estes cordéis por eles elaborados e que fizessem a apresentação dos mesmos para o restante dos grupos.
Finalizando as oficinas para um melhor desempenho nas próximas fizemos uma avaliação de cada unidade com o seguinte questionamento:
• Quais foram suas dificuldades para compreender e responder as questões previstas no caderno de teoria e prática na Unidade 09?
• Quais foram suas dificuldades para compreender e responder as questões previstas no caderno de teoria e prática na Unidade 10?
Após a avaliação fiz os devidos encaminhamentos para a realização das próximas oficinas da Tp3.


5ª Oficina

Tp3 Unidades 11 e 12



Nesta oficina os cursistas começaram a entender como utilizar as Tps e as AAs finalmente e, com isto facilitou o entendimento das propostas de trabalho das mesmas.
Comecei os trabalhos fazendo a leitura de um texto em slides no datashow sobre Tipologias Textuais.
Para encaminhar a abordagem da relação entre tipo textual e estruturação lingüística, também chamada de textualização, é necessário identificar seus traços lingüísticos predominantes em cada tipo de seqüência textual.
Além dos cinco tipos expostos, a concepção sócio-interacionista considera a seqüência dialogal e, ainda tivemos a sequência tipológica preditiva que esta Tp trouxe e que não consta em nenhum livro didático utilizado nas Unidades Escolares das quais trabalhamos, e que para nós até então não se tinha ouvido falar e que foi motivo de pesquisas não só por parte dos cursista como também pelos formadores.
Passamos então aos relatos das atividades desenvolvidas com os alunos no avançando na prática, e cada vez mais me impressiono com a riqueza na troca de experiências que este momento nos proporciona, porque o que não deu certo na aplicação da atividade em uma determinada turma e deu certo em outra, automaticamente é identificado pelos próprios cursistas aonde está a falha e já aparece uma nova sugestão de aplicação que são acatadas e a atividade volta a ser aplicada na mesma turma de maneira diferente.
Quanto à transposição didática sobre o texto “O Salário Mínimo” de Jô Soares, fora lido e discutido conforme as orientações da oficina, mas houve certa dificuldade em identificar a sequência tipológica os cursitas concluíram que este texto não pode ser uma redação escolar, por possuir características marcantes de um adulto, que os pontos abordados não são do conhecimento de uma criança e também por ser de autoria de um humorista como Jô Soares.
A discussão fora bastante interessante, mas mesmo assim reforcei a atividade me valendo da capacidade criativa dos cursistas solicitando que os mesmo escolhessem um determinado gênero textual e produzissem um novo texto e nele identificassem também a sequência tipológica predominante e apresentassem para os demais colegas para que os mesmos pudessem refletir sobre as exposições e se concordavam ou não com a colocação do colega expositor. Encerrando a discussão sobre a Tp3 solicitei ainda que os cursistas fizessem mais uma reflexão sobre as Unidades em questão através de uma pequena avaliação com as seguintes considerações:
Considere seus conhecimentos experenciais e o estudo realizado da TP3, Unidade 11 e 12 e faça uma reflexão sobre os objetivos propostos:

Objetivo da Unidade 11
• Caracterizar seqüências tipológicas descritivas e narrativas.
• Caracterizar seqüências tipológicas injuntivo e preditivo.
• Identificar características que levam à classificação de um gênero textual.

1. Quais foram suas dificuldades para compreender e responder as questões previstas no caderno de teoria e prática na Unidade 11?

Objetivo da Unidade 12
• Relacionar seqüências tipológicas a classificação de gêneros.
• Analisar seqüências tipológicas em gêneros textuais.
• Reconhecer a transposição de um formato de gêneros textual para outro.

1. Quais foram suas dificuldades para compreender e responder as questões previstas no caderno de teoria e prática na Unidade 12?

1 comentários:

Dioney 11 de agosto de 2009 14:55  

Profa. Eliane,
Seu blog está muito bem construído, criativo e leve. Sua dinâmica de trabalho no Gestar II está perfeita, bem dosada e informativa. Parabéns, professora!
Um cordial abraço,
Prof. Dioney Gomes
Coordenador Nacional do Gestar II - Língua Portuguesa

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